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À sombra Vivi à sombra do meu ódio da tua traição do que sou do que queria ser do que esperavas que eu fosse do que desejei ser para ti e para os teus do que eu desejava fosse ‘nós’ da minha dor do que eu pensava crer do que julgava adequado (ou certo) do que tomei como certo dos filmes a que assistimos dos livros e personagens que admirei do meu desejo de te ferir da minha fome de vingança da minha raiva pela tua alegria (de apenas me ter ao teu lado em fins de semana e feriados e nem sempre o quereres quando eu queria mais – ou pensava querer ou pensava que “mais” nos faria felizes) das fantasias de querer provar (que eu podia que eu sabia que eu conseguia que eu... e que tu) de acreditar no inacreditável (e no que já tinha morrido). Vivi à sombra de querer acreditar que não tinha morrido o que já tinha morrido de sentir saudade do que era morto em mim em ti entre nós. E hoje, à sombra duma árvore, ou dum poste, a um minuto de começar a viver o resto da vida – o que me resta de vida – me pergunto: vale a pena ver o sol na última hora? (E já temo – senão desejo! – que o sol me queime a pele e eu nasça de novo.) Escrito por Mim, quem mais? às 01:48:50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Meus caminhos O caminho só existe Protestas e acusas: salto abismos. Porém esqueces: foste quem explodiu a ponte. Escrito por Mim, quem mais? às 16:16:01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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