sou+no(A)mar  


do tanque para o aquário

 

porque anos atrás
tomar tua mão,
roubar-te um beijo,
sem forçar o momento
fazia parte de uma verdade

 

 

Não costumo ouvir o mesmo álbum mais de uma vez por dia - pra não enjoar.

Não costumo ouvir música agitada à noite - pra não ter insônia.

Não costumo voltar a temas discutidos à exaustão... - mentira, volta e meia me vejo pensando em algo que minha professora da primeira série (primária!) disse e que, de repente, se me ilumina, ganha sentido novo.

Não costumo obedecer à "voz" (intuição? Deus? intuição?) com muita tranquilidade quando "a voz" me diz pra fazer algo sem muita lógica, mas tenho aprendido que obedecê-la pode ser recompensador.

Então obedeci à "voz" e fiz exatamente as duas primeiras coisas que disse, lá em cima, que não costumo fazer. E...

Plantas. Há tempos não falo delas. E quando a música começa elas me são lançadas na cara. O que o título tem a ver com a música é um mistério que a mim não coube desvendar, somente reconhecer.

Ouço e não poderia ser mais... Sabe "momento ótimo"? O momento em que aquela música, aquele livro, aquela palavra, aquele sorriso, aquele poema, aquele olhar (sério ou jocoso) parece ser - não apenas carregar, mas ser - a chave para uma porta interior que sequer sabíamos existir?

Essa banda, esse álbum, essa música.
Legião Urbana. Dois. Plantas Embaixo do Aquário.
(Vai saber por quê!)

Aceite o desafio e provoque o desempate
Desarme a armadilha e desmonte o disfarce
Se afaste do abismo
Faça do bom-senso a nova ordem

Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

Pense só um pouco
Não há nada de novo
Você vive insatisfeito e não confia em ninguém
E não acredita em nada
E agora é só cansaço e falta de vontade
Mas faça do bom-senso a nova ordem

Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

 

Pequena nota auditiva: antes de conferir a letra, ouvi "faça do consenso a nova ordem".
Bom-senso é igualmente bom, e talvez melhor; mas ouvir consenso me deu o que pensar.

 

 


Escrito por Mim, quem mais? às 01:43:44 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Canção para uma travessia

Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra…

Assim como Fernando Pessoa toma para si o espírito dum antigo ditado marinheiro e lhe dá novo norte, assim também eu tomo um verso de Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brant, e o ponho em novo caminho:

- Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver.

Pois o meu viver faço com meu coração. E, sim, sonho. Sonho muito. Sonho ainda mais do que sonhava quando pensava que todos os meus sonhos deveriam ser compartilhados. Sonho os sonhos possíveis, os impossíveis, os improváveis – e peço ao Criador me dê forças e ânimo para acordar todos os dias de manhã e realizá-los.


Escrito por Mim, quem mais? às 03:15:33 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Resoluções de um tempo novo (primeira parte)

Não me furtar a nenhum sentimento, bom ou ruim; senti-lo, vivê-lo com profundidade, intensidade, dor, êxtase

 

Me guiar menos pelas sensações do que pelos sentimentos, e menos pelos sentimentos que pela intuição, que é o Deus vivo em mim

 

Não deixar da minha boca sair 'sim' quando meu coração disser o contrário

 

Ponderar, mas não passar mais do que dez minutos fazendo-o

 

Confiar, escalar, caminhar, correr, andar, pular, dançar, confiar

 

Jogar fora todas as fotocópias em que não toco há mais de seis meses

 

Doar os livros que têm pegado apenas poeira na minha estante

 

Ter uma estante (caixas fazendo as vezes de não está muito estético)

 

Rir, dançar, cantar desafinado até que alguém peça PELAMORDEDEUS, PÁRA!

 

Amar, intensa, profunda, dolorida e honestamente

 

Conversar com Deus todos os dias, aprender sobre Seu Filho, praticar Seu amor, aprender a ser obediente à Sua vontade

 

Questionar

 

Ler mais e melhor sobre assuntos mais variados

 

Ouvir música. Todos os dias

 

Exercitar-me – o corpo, a mente, o coração, o espírito e a paciência

 

Beber menos café, mas beber

 

Comer menos doce

 

Reclamar menos das celulites e da flacidez da minha pele

 

Beijar – com os olhos, com as mãos, com a boca

 

Conversar com estranhos e torná-los menos estranhos

 

Comprar luvas, livros e um porta-filtro para ter como passar o café

 

Terminar o cachecol de tricô que iniciei no ano passado

 

Não exigir que me compreendam, mas que me respeitem, e desejar (ou torcer) apenas que me amem ou ao menos gostem de mim

 

Elogiar sinceramente

 

Ler Drummond, Pessoa e que mais me apresentarem

 

Descobrir bandas e cantores novos

 

Assistir aos clássicos (sempre adiados)

 

Assistir a Mary Poppins

 

Apresentar Mariza e seu incrível fado a quem tem alma sensível

 

Agradecer todos os dias a Deus a dádiva de amar os que amo e ter os amigos que tenho

 

Trabalhar, trabalhar, trabalhar

 

Entregar meus medos e meu fardo Àquele que venceu a morte e tomar sobre mim Seu jugo e Seu juízo


Escrito por Mim, quem mais? às 03:45:23 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Resoluções de um tempo novo (parte 2)

Ousar

 

Perdoar e resolver minhas querelas com quem querelas eu tiver

 

Ter boa vontade

 

Ser compreensiva com quem não tiver ânimo ou boa vontade, mas não tentar trazer sobre mim a responsabilidade de eliminar seu mau humor: cada coisa e pessoa tem seu tempo debaixo do sol

 

Doar-me, sem oferecer-me em sacrifício – meu sangue é meu

 

Deixar que se abram as outras 1.459 fechaduras

 

Abrir algumas portas, tirar alguns pesos, desfazer alguns nós, livrar-me de algumas amarras, soltar alguns freios, sorrir

 

Cuidar das minhas plantas

 

Aprender mais sobre calandivas e gérberas e gerânios e (qual é mesmo o nome daquela amarelinha?)

 

Comer mais bertalha

 

Lembrar-me que tudo é vaidade, e por isso passar batom quando sair de casa e creme para dormir

 

Construir intimidades

 

Relacionar-me profundamente

 

Ser gentil – comigo mesma e com meu corpo, inclusive

 

Dar-me méritos, sem exageros

 

Afastar-me de quem não me faz bem, não quer me conhecer e me julga sem me ouvir

 

Não julgar, porque já fui julgada e sei como é ruim

 

Escrever

 

Desabafar o que houver de ruim e compartilhar o que de melhor eu tiver

 

Pagar minhas contas em dia

 

Terminar meu tratamento dentário

 

Ligar para meus amigos no seu aniversário

 

Não fazer convites por lista, mas individualmente

 

Let go

 

Carpe diem

 

Não olhar para as coisas por sua pior perspectiva, nem por isso dar uma de Poliana

 

Parar de pensar que o próximo tombo será maior e pior, mas passar a crer que deste me levantarei (o próximo será mais forte apenas porque mais forte estará meu espírito, portanto suportarei mais)

 

Não me calar ou omitir diante de nenhuma injustiça, das pequenas às maiores

 

Pedir desculpas quando eu errar ou exagerar

 

Orar pelos que me perseguem

 

Parar de pensar quando isso estiver me dando dor de cabeça

 

Ver o mar com mais freqüência

 

Acostumar-me à queda do trema e do acento das idéias

 


Escrito por Mim, quem mais? às 02:45:53 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Resoluções de um tempo novo (parte final)

 

Ter idéias (com ou sem acento) e compartilhá-las e ouvir as idéias alheias e somá-las às minhas

 

Espantar os espantalhos, os corvos e os pensamentos obsessivos

 

Não permitir que me digam quem sou e o que quero se eu não tiver aberto a boca

 

Não sentir pena de mim mesma

 

Condoer-me com a dor do outro sem excesso de piedade

 

Ouvir calada, com atenção e o coração pronto e livre de pré-julgamentos

 

Livrar meu coração de pré-julgamentos

 

Não alimentar expectativas, fantasias, ilusões, idealizações

 

Let go

 

Regrete rien

 

Mudar(-me)

 

Ser menos teimosa (Eliminar minha teimosia é irrealista!)

 

Apaixonar-me

 

Abandonar a raiva

 

Fazer a hora, não esperar acontecer

 

Esperar e respeitar e estar atenta ao o tempo de cada coisa (e de cada pessoa)

 

Ouvir Deus em Sua multiforme maneira de dizer as coisas

 

Voltar a usar óculos

 

Não ouvir a conversa alheia (Ok! Ser realista!)

 

Celebrar meus aniversários e não mentir a minha idade

 

Não culpar ninguém pelas minhas dores e escolhas

 

Pensar antes de agir

 

Perder a piada se isso for realmente ofender alguém

 

Não me prender às opções não escolhidas

 

Visitar meus avós e meu pai sempre que puder

 

Amar meu pai e minha mãe e dizer isso a eles sempre que meu coração estiver transbordando

 

Ouvir piadas e rir delas, mas só das realmente boas

 

Não tentar me encaixar no plano de ninguém, nem nos meus próprios

 

Assistir a todas as temporadas de Dr. House

 

Presentear meus amigos

 

Estudar, ler, escutar, ouvir, amar

 

Amar,

 


Escrito por Mim, quem mais? às 02:39:17 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Camões estava certo

Amar é estar preso por vontade. Própria.

Mas não é estar preso

ao passado

aos medos

ao próprio universo

às amarras da suposta segurança
e questionável estabilidade
da casa-comida-e-roupa-lavada

(Santa Catarina está aí para nos mostrar
que casa cai,
comida apodrece
e roupa lavada se suja
- ou se perde -
tudo numa enxurrada só)

às idéias pré-concebidas e anteriores

aos padrões conhecidos

aos modelos impostos, apresentados e vividos

ao que os outros fizeram com as vidas deles
- ou deixaram de fazer -


Escrito por Mim, quem mais? às 15:05:13 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





A mais bela declaração

não foi 'eu te amo' sob os lençóis,
não foi 'você é minha alma gêmea' num embaraço de pernas,
não foi 'casa comigo' num domingo tempestuoso.

Foi,
olho no olho,
transparência e honestidade jorrando,
um simples
e sincero

- Arrisca comigo?

que grudou na alma
mais que chiclete no sapato.


Escrito por Mim, quem mais? às 00:25:40 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Um novo mandamento

“Um novo mandamento vos dou: amai-vos uns aos outros.”

Sábado, região serrana do estado do Rio de Janeiro, 10:29 da manhã. Chove. Fina e constantemente. O vizinho ouve sua música ALTÍSSIMA. (Certas pessoas ainda não aprenderam o significado de 'viver em sociedade'.) Fala do Altíssimo. A voz do cantor não é feia (feio é o volume!), o ritmo não desagrada, e começo a prestar atenção à letra. Me ensina a ter santidaaade, quero amar somente a Tiiii… E o refrão se vai repetindo e repetindo, e a música vai entrando e entrando, e entrando tanto, que começo a cantarolar. De repente algo me soa estranho. “Amar somente a Ti”?! A frase não desce. Por algum motivo, não desce.

E me vem a pergunta: pode alguém amar “somente a Deus”? Como pode desejá-lo?!? Como pode pedir ao próprio Deus que lhe ensine amar somente a Ele? E a esposa? os filhos?? os amigos??? “Somente a Ti”?! Não diz Tiago que somos hipócritas se dizemos amar a Deus, a quem não vemos, mas deixamos de amar a nosso irmão, a quem vemos? (E aqui lembro: amar é verbo, e verbo é ação.)

A voz do cantor não é feia, o ritmo não desagrada, porém não faz sentido prosseguir cantando. É que, em mim, o novo mandamento deixado pelo Filho grita decibéis mais alto.

 


Escrito por Mim, quem mais? às 12:25:40 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Viagem para Cancun

 

Thank you India
Thank you terror
Thank you disillusionment
Thank you frailty
Thank you consequence
Thank you, THANK YOU SILENCE!!!

 

Todos os dias, tudo sempre igual. Acorda à hora que o sonho já não quer mais ficar na cabeça. Levanta-se quando o corpo já não pode mais ficar na cama. Vai à luta. Muitas vezes contra si mesma. E todos os dias sonha com a viagem a Cancun.

Não só sonha. Todos os dias vai ao consulado. Todos os dias é modo de dizer. Toda semana. Ou pelo menos a cada quinzena, quando os afazeres são muitos e a esperança é pouca.

Ela quer fazer uma viagem a Cancun. E vai ao consulado porque quer o visto. E toda semana (deixemos semanal este intervalo - embora eu pudesse dizer vezes, sim, todas as vezes) ela explica à mesma mocinha sorridente que trabalha no consulado dando vistos (ou negando-os) que ela queria ir a Cancun para morar lá, porque tinha ouvido falar maravilhas do lugar, visto fotos, assistido a documentários, comprado catálogos... Tinha recursos, qualificações, procuraria trabalho - não, não se envolveria com nada ligado à criminalidade! Ela só queria morar em Cancun. Mas a mocinha que negava vistos (e ora os dava) sempre tinha a mesma resposta: "Desculpe, não será desta vez."

Ela queria MUITO ir para Cancun.

Um dia conseguiu um vistinho. Turístico. Validade de permanência: 24 horas. Depois disso, era por conta e risco dela. Fosse caçada (como um bicho, não com SS como um político), a mocinha que mui generosamente lhe cedeu o visto nada poderia fazer. "Ah! E tem de ser agora, num cargueiro que recolhe cascas de batata da ilha e sai daqui a 37 minutos. Ele vai vazio, então terá bastante espaço pra você. Na volta, bem, você quer muito ir, não é mesmo?"

E ela foi. Não passou em casa, não havia tempo. Entrou na primeira loja disponível, comprou biquíni, canga, toalha e que-tais. Para o porto. E foi.

Cancun era realmente tudo isso. Mas ela podia aproveitar tão pouco... Não queria ficar sem permissão, sem o direito de permanência. E, de volta ao seu país, continuou indo, toda semana, ao consulado.

Era boa pessoa. Não entendia por que a mocinha lhe negava o visto.

Um dia, saindo do consulado, querendo muito ainda voltar para Cancun, mas com esperança já... débil, era o único termo que conseguia encontrar, nesse dia havia um mocinho desses que distribuem panfleto na rua distribuindo panfletos na rua. "Vá à Patagônia!" E o consulado da Patagônia (Desculpe-me, leitora crítica, este conto não tem qualquer compromisso de verossimilhança jurídica! Que tola você, que assim o quer!) era ali pertinho.

- Patagônia?! Só tem neve, gelo, frio... Eu sou tão tropical! Cancun é tão tropical.

Suas férias estavam chegando, e não queria ficar em seu país. E como não via jeito de ir a Cancun, resolveu ir ao consulado da Patagônia só pra saber... Voltaria ao de Cancun, mas passaria no da Patagônia

- só pra saber...

E foi atendida por uma mocinha sem nenhum atributo especial, que lhe disse que a concessão de vistos turísticos estava temporariamente suspensa, mas ela poderia ter um visto de permanência, caso quisesse ir. Nada a obrigaria a morar na Patagônia, mas, quisesse ir, só com visto de permanência.

Ela foi, e aguardo um postal.

 


Escrito por Mim, quem mais? às 11:11:36 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Domingo, 7 de dezembro de 2008, numa mesa de restaurante,

 

dois casais.

Pais e filho, sogros e nora.

Elas conversam.

Eles assistem ao jogo que, silencioso, o telão transmite.

(Típico.)

Olhos imóveis os deles.

Bocas incessantes as delas.

(   )

Seriam incomunicáveis os universos feminino e masculino?


Escrito por Mim, quem mais? às 23:01:05 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Merece aplausos

Finalmente alguém notou não ser nem bonito, tampouco louvável, sequer normal esse culto à alface e a excomunhão do pão doce na sociedade contemporânea. Merece todos os aplausos!

clap! clap! clap!

 

Projeto quer proibir modelos muito magras em desfiles

As modelos muito magras não poderão participar de desfiles de moda nem de qualquer outro tipo de evento com finalidade comercial ou promocional. O peso exigido será o correspondente ao Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 18. É o que determina o projeto de lei do senador Gerson Camata (PMDB-ES), aprovado hoje na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação do Senado.

O texto terá ainda de ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa, o que significa que, se não houver recurso, será encaminhado à Câmara, sem necessidade de ser votado no plenário do Senado. A relatora, senadora Rosalba Ciarline (DEM-RN), disse que a proposta é "uma ação de solidariedade à juventude do País".

A senadora diz que os padrões de beleza difundidos, contribuem para a valorização social da anorexia, como é chamado o transtorno psicológico que leva suas vítimas a rejeitarem alimentos na busca desenfreada por um corpo cada vez mais magro. "O predomínio da anorexia é evidente na indústria da moda, que associa beleza a imagem de corpos esquálidos", defendeu.

Camata apresentou o projeto após a morte da modelo Ana Carolina Reston Macan, de 21 anos, em 2006, por complicações decorrentes da anorexia. Segundo ele, foi essa morte que provocou a atenção das autoridades e da sociedade para a "necessidade de uma revisão crítica das exigências do mundo da moda".


Escrito por Mim, quem mais? às 10:49:56 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Eles querem um neto

Todos os dias

eles querem que eu dê a eles um neto,

um bisneto,

um sobrinho,

um priminho para a bebê linda que eles têm.

(Ou neta, bisneta, sobrinha...)

 

O que me pergunto

todos os dias

é –

E se nascer com síndrome de down, eles ainda quererão?

E se nascer anencéfalo, eles ainda quererão?

E se nascer vesgo, caolho, sem uma perna, com braço atrofiado – eles quererão?

E se nascer morto?

E se nascer com necessidades médicas especiais?

E se...

 

Por que querem (de mim!)

um neto, um bisneto, um sobrinho

(ou neta, bisneta, sobrinha, o raio!)

e não me perguntam se eu

eu

quero ter filhos?


Escrito por Mim, quem mais? às 15:16:26 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]



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